Montalegre,
Uma ideia... da Natureza!
Montalegre é uma terra de montanhas, de cariz essencialmente agrícola, com traços característicos da paisagem planáltica. Os pastos são normalmente separados por muros de pedras soltas, estendendo-se em grande número, ao longo dos cursos de água. O homem arrancou das terras o centeio, o milho e a batata, alimentou rebanhos, criou gado nos lameiros e domou os rios com grandes albufeiras e barragens. A agricultura e a pastorícia seguem modelos antepassados com intermináveis prados férteis e verdejantes e campos de batatas e centeio.
.jpeg)
Com um património natural ímpar, sobretudo, se comparado com outras regiões de montanha, este concelho é pródigo de belezas naturais.
Montalegre faz parte do Parque Nacional da Peneda Gerês, um santuário do património natural do país, sendo dos concelhos que o constituem aquele que contribui com maior área (21174 ha), cerca de 25%. É também neste concelho que se situam duas das serras mais altas do país. Larouco (1525m) e Gerês (1507m).

A região do Barroso é muito abundante em nascentes de água, factor que originou a construção de diversas barragens. Estas, para além de abastecerem o país de energia, criaram albufeiras que oferecem excelentes condições para os desportos náuticos e lazer. São elas a barragem de Paradela, Alto Rabagão, Sezelhe, Venda Nova e Salamonde.
Montalegre enquadra-se na chamada região “Terra Fria”, zona de profundos contrastes originados pela diversidade paisagística e pelas temperaturas extremas, que proporcionam cenários lindíssimos, quer nas paisagem douradas de Agosto, quer nos mantos brancos do mês de Janeiro.
.jpeg)
As aldeias do concelho foram talhadas em granito e estão ornamentadas de canastros e igrejas seculares. As casas são na sua maioria construídas de granito, encostadas umas às outras, aproveitando por vezes, fundações que a natureza lhes ofereceu. Hoje em dia cobertas com telha, que veio substituir o colmo, também negro, mas que impedia a entrada da chuva e do frio. As aldeias são pequenas, pedaços de chão onde vive pouca gente e, na maioria dos casos, nem sequer vêm representadas nos mapas.

Há em Montalegre muitos locais a conhecer, como é o caso da Ponte da Misarela, em Ferral, célebre pela sua lenda e história; o Castelo de Montalegre; o Mosteiro de Santa Maria das Júnias, inúmero património arquelógico, antas, dólmens; igrejas oitocentistas, fornos do povo - representando o comunitarismo Barrosão - alminhas, cruzeiros, para além de toda a tipicidade das aldeias em redor e do património natural de elevado valor a nível nacional.

As festas dão à região um colorido e animação, em particular nos meses de Verão, altura em que os emigrantes vão visitar a família que ficou na terra. Pode assistir-se às famosas “Chegas de Bois”, que nas romarias e não só, são um espectáculo apreciado por todos - uma manifestação inscrita nas raízes culturais do povo Barrosão.
A excelente gastronomia, onde pontua o fumeiro do Barroso, é uma tradição muito antiga nesta região. Os fumados que estão profundamente ligados à agricultura e à pecuária do concelho, são ainda hoje feitos artesanalmente, com carnes de excelente qualidade, temperos criteriosos e

através de um lento processo de maturação, o que enriquece os aromas finais.
Montalegre apresenta um variado conjunto de potencialidades e recursos, que vão de encontro a uma procura turística de qualidade e diversificada, um produto mais propriamente de Turismo de Natureza.
Por tudo isto, Montalegre atrai todo o ano, milhares de visitantes, gulosos de paisagem e esfaimados de comer e saborear os melhores petiscos, jamais criados em qualquer quadrante.